SEXO, MENTIRAS e FOTOCÓPIAS

Já à Venda!

 

 

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continua...

 

Excerto do epílogo

Epílogo

Ainda existe neste país aquela ideia absurda de que quem lê ou faz banda desenhada é um indivíduo imaturo, ou mesmo infantil, e marcado por um certo atraso mental.
É falso!
Um autor ou um leitor de BD não é necessariamente atrasado mental.
E mais!
Ler ou fazer BD envolve várias áreas do cérebro com funções distintas, o que já não acontece quando se tem pela frente um livro de prosa ou um de texto corrido ilustrado por imagens independentes e dispersas (li isto já não sei onde... )1.

OK. Admito que há por aí à venda muita BD de consumo rápido, produzida em série e dirigida a públicos pouco exigentes, mas esses títulos não passam de uma insignificante maioria daquilo que se encontra no mercado.
Ignore-nos.

Ler BD, apreender os seus códigos e linguagens, não é assim tão complexo. Para algumas pessoas talvez seja preciso algum treino, mas chega-se lá facilmente. Se o leitor é daqueles que se desculpa com o tímido e irritante "nãããããão sei ver...", não desista! A coisa é simples:

1. Se está a conseguir ler estas linhas, então pode ver. O mais importante já está. Passe ao ponto 2.

2. Se ao ver um filme percebe sem qualquer dificuldade em que lugar cada actor se encontra e para que direcção está virado, numa sala, numa rua, num elevador, no automóvel, sobre o automóvel ou na cama, então também "sabe ver", simplesmente. Pois na BD passa-se o mesmo, só não ouvimos (em princípio) as vozes dos actores, a música de fundo e as pipocas a serem ruminadas.

3. A BD estrutura-se em vinhetas (quadradinhos ou quadrinhos) dispostas em pranchas (páginas). Lêem-se da esquerda para a direita e de cima para baixo, excepto com os produtos japoneses e de outras origens esotéricas.

4. As falas encontram-se em balões que apontam para a boca da respectiva personagem.

5. As caveiras, punhos, suásticas, granadas, raios e outras coisas que aparecem nos balões são símbolos censórios que indicam que a personagem está a proferir vocabulário pesado que as crianças conhecem muito bem, ouvem regularmente na escola, na rua e em casa e reproduzem com visível satisfação. Esses símbolos têm portanto como utilidade não chocar os adultos.

6. Onomatopeias do tipo "BUUUUM!", "CRASH!" ou "BOING!" que se encontram fora dos balões, em letras corpulentas, geralmente desenhadas à mão e sobre o desenho são palavras que pretendem reproduzir o som de impactos ou ruídos diversos que as BDs ainda impressas em papel não podem restituir sonoramente. Mas o leitor pode. Se se encontrar sozinho, sem ninguém por perto poderá reproduzir esses sons com a boca o que tornará a leitura da BD muito mais empolgante.

7. Há mais, muito mais, que pode descobrir muito bem sozinho. Mas se tiver alguma dúvida, não entre em pânico nem deite fora o livro. Pode sempre perguntar a uma criança. J


Ainda existe neste país aquela ideia absurda de que a banda desenhada portuguesa tem fracos argumentos, é virada para o umbigo dos autores e é feita e lida por atrasados mentais.
É falso!
Um autor ou leitor de BD portuguesa não é necessariamente atrasado mental!
Muitos deles têm mesmo licenciaturas superiores em áreas distintas das de Belas Artes, Design e Arquitectura...
OK... Pode ser que exista neste meio quem leve alguns anos ou décadas para perceber que não vai viver, e muito menos enriquecer, a desenhar tipos musculados que voam com as roupas das girls bands ou Heidis despenteadas e estridentes (...)

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1 Podem procurar.

também continua...

 

 

Estas são as primeiras seis páginas de uma banda desenhada de sessenta que se encontra em publicação no Bd Jornal. Pode encontrar mais algumas no seguinte endereço

e lá deixar alguns comentários, os quais desde já agradeço. Serão sempre úteis para detectar erros, incoerências ou para afinações diversas em futuros trabalhos.

Tanques.

 

Nº 13 de Junho de 2006
Nº 14 de Agosto de 2006
Nº 15 de Outubro de 2006
Nº 16 de Dezembro de 2006
Páginas 1 a 8
Páginas 9 a 16
Páginas 17 a 24
Páginas 25 a 32
Nº 17 de Fevereiro de 2007
Nº 18 de Abril de 2007
Nº 19 de Junho de 2007
Nº 20 de Agosto de 2007
Páginas 33 a 40
Páginas 40 a 48
Páginas 49 a 56
Últimas páginas, da 57 à 60

 

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Comentários e críticas ao livro
Área Negativa

ÍPSILON / Público
Crítica no suplemento ÍPSILON, do Jornal Público por Maria José Oliveira --->
Livraria Dr.Kartoon
Crítica no blog da Dr.Kartoon por João Miguel Lameiras--->
Jornal de Letras
Crítica no JL, por João Ramalho Santos --->
Leituras de BD

 

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